• Entenda o que é o Qualis CAPES e como funciona

    o que é um quali capes

    Se você está pensando em fazer uma pós-graduação, precisa conhecer o que é Qualis CAPES, isso porque esse instrumento sustentará suas pesquisas bibliográficas para fazer uma excelente revisão de literatura e argumentações pertinentes.

    Mas, afinal, o que ele é e como ele funciona? Neste post, separamos as principais dúvidas dos estudantes de pós-graduação sobre os conceitos CAPES. Continue lendo para saber mais!

    O que é Qualis Capes periódico?

    Inicialmente, Qualis CAPES e Qualis periódicos são sinônimos. Ambos se caracterizam por serem um sistema de classificação da produção científica brasileira, baseada nos artigos publicados em periódicos de todos os programas pós-graduações do país. Dessa forma, seu principal objetivo é avaliar a qualidade da produção científica e auxiliar os professores e alunos no processo de submissão de artigos e, consequentemente, de reconhecimento profissional.

    Ainda, é preciso destacar dois aspectos da sua definição que geram muita confusão na comunidade acadêmica: esse sistema não é uma base de dados, isto é, não indexa todos os periódicos; e não é um instrumento de avaliação do desempenho científico individual de cada autor e pesquisador.

    Quando surgiu o Qualis CAPES?

    A consolidação da ciência como mecanismo importante do aprimoramento dos conhecimentos ainda está crescendo no Brasil. Com o aumento dos cursos de pós-graduação no país, muitas iniciativas de políticas públicas surgiram com o intuito de estimular a produção científica e o desenvolvimento da comunidade acadêmica.

    Essas iniciativas, então, geraram um movimento que deu sustentação para o advento das revistas científicas. Dessa forma, os pesquisadores da época sentiram uma grande necessidade de estabelecer critérios para reconhecer a qualidade da produção e, consequentemente, para criar diretrizes de trabalho, além de permitir a seleção de periódicos que receberiam fundos para dar continuidade às pesquisas.

    Com isso em mente, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal do Ensino Superior) desenvolveu o sistema Qualis, que existe até hoje como principal forma de avaliação do desenvolvimento acadêmico.

    Quais são as regras de avaliação mais comuns?

    Você deve estar se perguntando: mas se esse sistema avalia todas os programas de pós-graduação no Brasil, como ele distingue as áreas de conhecimento para fazer uma avaliação mais precisa?

    Para responder essa pergunta, é preciso ter em mente que cada área do conhecimento tem um comitê de consultores que realiza a avaliação baseado em critérios definidos pelo CTC-ES (Conselho Técnico-Científico da Educação Superior), possibilitando, então, a comparação entre as áreas para um aprimoramento dos periódicos. Para facilitar, listamos abaixo os parâmetros utilizados pelos comitês:

    – qualidade dos artigos: é preciso ter relevância social e originalidade, além de serem bem escritos e apresentarem um bom nível científico;

    – periodicidade: quanto mais atualizações o periódico tiver, mais bem-conceituado ele pode ser;

    – corpo editorial: é necessário ter uma banca de especialistas que analisam os artigos submetidos para ter maior confiabilidade nas produções científicas;

    – diversidade de nacionalidades: autores internacionais trazem mais visibilidade para os periódicos e, portanto, aumentam as chances de receberem uma boa avaliação;

    – indexação: o periódico precisa ser acessível e permitir que os leitores façam pesquisas com facilidade, além de ter um sistema de recuperação de dados.

    Quais são os critérios de classificação?

    Os critérios de classificação estão em constante mudança e aprimoramento. Atualmente, as notas são divididas em sete conceitos: A1 (a melhor categoria), A2, B1, B2, B3, B4 e B5. Existe, ainda, o conceito C, mas esse é referente aos periódicos que não atendem aos critérios mínimos e, então, não podem ser classificados.

    Assim como existem critérios para a avaliação das revistas, para a classificação não seria diferente. Isso não só garante maior confiabilidade e fidedignidade das publicações, mas também uma produção científica brasileira de qualidade. Confira a seguir os diferentes níveis para você compreender melhor como funciona os conceitos.

    Entenda os conceitos

    O conceito A1 é o mais completo de todos, já que ele atende a todos os critérios estabelecidos e apresenta periódicos de referência internacional, encontrados em bases de dados como Web of Science e JCR. Já o A2 abarca os periódicos com forte influência nacional, que contam com autores ou coautores participantes ou filiados de instituições estrangeiras. Nesse conceito, as produções podem ser encontradas nas bases Scopus e Scielo.

    A classe B1 contempla as referências nacionais com publicações de doutores, apresentando artigos de autores ou coautores filiados a instituições internacionais, normalmente com diversas publicações em um volume. Todos os periódicos dessa classe estão indexados a bases como LATINDEX, REDALYX, DOAJ e outras.

    Para que um artigo seja publicado em um periódico com conceito B2, é preciso ter autores que tenham doutorado na área e que estejam vinculados a, pelo menos, três instituições diferentes da editora. Além disso, a revista precisa apresentar periodicidade, acessibilidade e ser indexada pela DOAJ.

    Os conceitos B3 e B4 são muito similares ao B2. O que os diferencia é apenas a quantidade de autores doutores: enquanto que, na primeira, é necessário a presença de três doutores vinculados a uma instituição diferente da editora; na segunda, é preciso somente um. Por fim, um periódico de classificação B5 atingiu todos os critérios estabelecidos pela CTC-ES, mas não apresenta relevância na área ou não atende às exigências de cada comitê de avaliação.

    É importante ter em mente que esses conceitos são dinâmicos, ou seja, um periódico que foi classificado como A2 em 2017 pode vir a ser A1 em 2018, bem como B2 e assim por diante. Isso acontece porque os comitês realizam revisões anualmente para conferir todos as revistas e manter a lista sempre atualizada, permitindo uma melhor qualidade de trabalho.

    Por que é importante conhecê-lo?

    Como você já deve ter percebido, esse instrumento permite um conhecimento muito grande das produções científicas de pós-graduação no Brasil, possibilitando um escopo de qualidade que pode sustentar os trabalhos que você desenvolverá, trazendo credibilidade e reconhecimento para sua vida profissional.

    Além disso, é através do Qualis que você pode reconhecer qual é o periódico ideal para fazer consultas e desenvolver excelentes pesquisas que contribuirão para a comunidade acadêmica.

    O conhecimento é fundamental para o desenvolvimento de um bom trabalho e o aprimoramento, não só profissional, mas também pessoal. Dessa maneira, o Qualis CAPES traz uma rede enorme de possibilidades de consulta para fortalecer o desenvolvimento da sua pesquisa e carreira.


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